6 de mar. de 2008

Riem de Mim

Eles riem de mim, do meu chapéu.
Fechar-lhes-ei as portas do céu.

23 de jan. de 2008

Dúvida



Tenho grande fé em cristo, mas, às vezes, assalta-me uma dúvida cruel: não seria mais fácil a salvação se ele fosse uma mulher negra?

18 de dez. de 2007

O Caminho da Esperança

A esperança salva. Falo isso de experiência própria, pois, desde a mais tenra idade, tenho trilhado o caminho da esperança.

12 de dez. de 2007

No Irã


Uma vez no Iraque, aproveitei para visitar meus amigos aiatolás, no Irã. Aproveitei para indagar-lhes se, na hora de dormir, colocam a barba sobre ou sob o cobertor.

7 de dez. de 2007

Canon

Meu amigo Johann Pachelbel é um grande compositor.

1 de dez. de 2007

A Ceia

Minha mais recente encíclica teve um lançamento especial. Convidei alguns amigos esquerdistas para uma ceia de confraternização. Meu amigo Bush não quis vir, logicamente. Breve, farei um lançamento também com os amigos direitistas.

22 de nov. de 2007

Technorati

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18 de nov. de 2007

Encontro anual dos pelados

Enquanto aguardo a demonstração das weapons of mass destruction, por parte de meu compadre W. Bush, aproveito para dar um pulo até a Turquia para participar do Encontro Anual dos Pelados. Como somos todos cristãos, não precisamos nos curvar na direção de Meca.

31 de out. de 2007

Às vezes eu sofro



A vida, às vezes, não é fácil para mim. Suportar meu próprio peso durante as longas liturgias do Vaticano é deveras uma cruz. Ainda por cima, aquela tinta vermelha no peito me obriga a tomar banho depois. Eu detesto tomar banho.

30 de out. de 2007

Invasores

Encontrei no Iraque meu amigo Tony Blair. Sabendo que eu iria à festa, levou-me esta foto antiga que ele havia encontrado num baú no palácio de Buckhingam, numa visita à rainha-mãe. Lembrei-me de minha primeira longa estadia em Londres, em casa de uma tia de meu amigo Churchill. Ela levou-me para passear pela rua pacata e tiramos algumas fotos. Numa delas, uns rapazes resolveram fazer gracinha e atravessaram atrás de mim. Desfiz-me da foto dias depois e realmente não consigo entender como foi parar em um baú em Buckhingam.

22 de out. de 2007

Ascese

Ascetas que somos, W. Bush, eu e alguns assessores praticamos um banho de neve para nos livrarmos das tentações da carne vivenciadas na festa das Weapons of Mass Destruction. Bush não quis se sentar, por motivos ainda ocultos.

16 de out. de 2007

Primeiras provas

De volta ao Iraque, W. Bush finalmente inicia a demonstração pública das provas da existência de armas de destruição em massa no território dos sunitas. A primeira prova é a múmia de uma mulher curda, atingida por armas químicas disparadas pelos sunitas, ao norte do Iraque, por volta do ano 1000 a.C. Fico pensando: onde estava Deus nessa época?

Homenagem

Enquanto aguardo meu amigo W. Bush fazer a demonstração das armas de destruição em massa, participo, nas Filipinas, de uma tradicional procissão em homenagem ao Sagrado Prepúcio de Jesus. O convite veio através de um irmão de Hugo Chavez (na foto, logo atrás de mim), que é um dos organizadores do evento. A devoção ao Sagrado Prepúcio é-me querida desde meus catorze anos, quando, por um milagre desta relíquia, fui curado do mal da ejaculação precoce.

11 de out. de 2007

Michelangelo Nascimento

Rodrigo Borgia, meu grande amigo, contratara um tal Nascimento para fazer o teto da capela Sistina. Eis a obra-prima do rapaz. Guardada em meu museu particular. A oito chaves. As sete primeiras estão com Nascimento, mas a oitava, não: está comigo. Guardada a sete chaves.

21 de set. de 2007

Weapons party

Eis que meu amigo e compadre W. Bush convidou-me para a festa de gala de apresentação das weapons of mass destruction. A animação era total, com legítima música texana e bufê iraquiano. Mas confesso: nada disso me seduzia, pois estava mesmo interessado em ver as armas de destruição em massa.

To be continued...

Mao


Tenho duas irmãs que conviveram de perto com Mao. Dia desses, vasculhando um velho baú de fotografias, eis que encontro essa. Senti uma ponta de saudade - não de Mao. Separei-me delas ainda menino, quando foram para a China, e nunca mais as vi. Pergunto-me: como posso sentir saudade de quem pouco conheci?

19 de set. de 2007

Weapons of mass destruction 8


Apesar de seus danos, as weapons-estátua trazem, às vezes, algumas novidades. É o caso deste gnomo gigante do Iraque. Até então considerado um ser mitológico, este foi encontrado numa floresta próximo a Bagdá após a explosão de uma weapon-estátua.

Weapons of mass destruction 7

Há, entre os americanos, não poucas vítimas acidentais das weapons-estátua. Podeis ver aqui a cena triste de um filho de um giant-soldier atingido por um estilhaço de weapon-estátua. Há uma forte pressão entre os militares americanos no sentido de aposentar essas armas, mas o Pentágono não admite sequer pensar sobre o assunto. O principal argumento é que foram gastos vários bilhões de dólares em pesquisa e fabricação das weapons-estátua.

Weapons of mass destruction 6

As weapons-estátua são as mais terríveis armas de destruição em massa que já conheci. Pude constatar seus resultados em diversas ocasiões. Na foto, podeis ver um soldado americano atingido acidentalmente quando carregava seu companheiro ferido.

Weapons of mass destruction 5

Tive sérios problemas com algumas weapons of mass destruction. É que elas não queriam sair de perto de mim nem que eu invocasse o espírito de Saddam. Podeis ver atrás mim duas poderosas weapons. Sim, aquilo que parece ser uma estátua - e, na verdade, o é - é uma perfeita máquina de destruição: quando explode, seus estilhaços, aos milhões, quando atingem as pessoas, transformam-nas em estátuas de pedra.